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Valdirene do Carmo Ambiel


Infância e juventude

Filha do motorista de caminhão de entrega de gás Alfredo Ambiel, e da operária Zenaide Longo Ambiel, Valdirene Ambiel nasceu em 28 de junho de 1971, na Clínica Infantil do Ipiranga, hoje Hospital Dom Antonio Alvarenga, no tradicional bairro do Ipiranga, São Paulo. A mãe de Valdirene era filha de imigrantes italianos e seu pai era neto de suíços. Soube desde cedo batalhar muito, nasceu prematura e perdeu a mãe aos sete meses de idade, vítima de câncer, sendo educada pelo pai e demais familiares. É a mais nova de dois irmãos: Valdete Aparecida Ambiel Chiavelli e Cesar Alfredo Ambiel. Estudou na Escola Municipal de 1º grau Altino Arantes, e depois na Escola Estadual de 1º e 2º grau Professor Antônio Firmino de Proença. Apesar de ser incentivada pelo pai e irmãos a concluir e seguir o aprendizado escolar, Valdirene interrompeu os estudos em 1988, e só retomou mais tarde com o supletivo, pois entendeu a importância de todo conhecimento e formação estudantil. Em julho de 1986, com 15 anos de idade, ingressou na Escola de Equitação para Civis do Regimento de Polícia Montada 9 de Julho – PMESP, onde permaneceu até o ano de 1995. Entre os anos de 1995 e 1999 representou a Escola de Educação Física da Polícia Militar do Estado de São Paulo em competições de atletismo e biathlon. Apesar de ter o sonho de ser policial militar para defender e servir a população do Estado de São Paulo, este nunca se concretizou, mas a admiração, amizade e o respeito pela Corporação existem até hoje. Ambiel não se importa em ser criticada por ter apreço à Polícia Militar, pois entende que bons e maus profissionais existem em todas as áreas, e que não devemos generalizar, tampouco nivelar negativamente a eficácia dos serviços prestados pela instituição. Também na área esportiva, fez curso de pilotagem de carros no Autódromo José Carlos Pace, em Interlagos, São Paulo, na Alpie Escola de Pilotagem. Entretanto, os altos custos do esporte e a falta de patrocínio fizeram com que ela não tivesse êxito na carreira. Valdirene coleciona uma passagem marcante de 1988 a 1994 no Consulado de Mônaco em São Paulo onde fez parte do quadro de funcionários do local. O carinho pelo Principado se deu desde muito pequena, quando assistia aos filmes da imortal Grace Kelly e se estendeu para toda a família Grimaldi. Enquanto descendente de suíços, fez parte por alguns anos do Grupo de Dança Folclórica da Colônia Helvetia, em Indaiatuba, interior de São Paulo.

Carreira

Graduada em Licenciatura Plena em História no Centro Universitário Assunção – Unifai (2006 a 2008), conquistou aprovação através do Trabalho de Conclusão de Curso - TCC intitulado: D. LEOPOLDINA: A FILHA DOS CÉSARES. Paralelo à graduação, participou como aluna especial, na disciplina optativa “Arqueologia do Mediterrâneo Antigo” oferecida pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da USP. Seu primeiro trabalho na área de arqueologia ainda como auxiliar foi entre os anos de 2008 e 2010 nos trabalhos arqueológicos realizados no Mosteiro da Luz em São Paulo sob a supervisão e responsabilidade do MAE-USP. Posteriormente participou das pesquisas arqueológicas realizadas no Sítio Fazendinha na cidade de Custódia – Pernambuco como auxiliar de arqueologia na empresa Zanettini Arqueologia. Fez mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Arqueologia no MAE-USP concluindo sua dissertação de mestrado intitulada: ESTUDOS DE ARQUEOLOGIA FORENSE APLICADOS AOS REMANESCENTES HUMANOS DOS PRIMEIROS IMPERADORES DO BRASIL DEPOSITADOS NO MONUMENTO À INDEPENDÊNCIA. No ano de 2012, após o término da pesquisa no Monumento à Independência em São Paulo, iniciou o acompanhamento voluntário semanal dos despojos de D. Pedro I, D. Leopoldina e D. Amélia, sob a supervisão do Serviço de Verificação de Óbitos da Capital, vinculado a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, trabalho realizado até fevereiro de 2018. Em 2013 também realizou pesquisas de campo e escavações arqueológicas bem como levantamento histórico do Quartel da Luz na cidade de São Paulo, visando restauro e a readequação deste patrimônio histórico. Foi arqueóloga coordenadora nos trabalhos de campo na prospecção arqueológica Oficina Cultural Casa da Palavra (Mário de Andrade), em São Paulo, no ano de 2014. Atuou como arqueóloga coordenadora na prospecção arqueológica na Oficina Cultural Oswald de Andrade em São Paulo, 2014. É responsável pelo processo de tombamento de patrimônio histórico imaterial da Banda de Clarins e do Carrossel do Regimento de Polícia Montada 9 de Julho que aguarda parecer do Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo. Especialista em Arqueologia Forense, além dos estudos com os corpos dos Imperadores realizou pesquisas com os despojos do Visconde de Porto Seguro, Francisco Adolfo Varnhagen, também conhecido como Pai da História do Brasil. Ambiel, hoje faz seu doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, no Departamento de Patologia, dando prosseguimento as análises de tomografias coletadas dos remanescentes humanos dos primeiros Imperadores do Brasil. Realizou e realiza diversos trabalhos na área com grandes empresas e instituições como GasBrasiliano, Comgas e Departamento de Estradas de Rodagem – DER de São Paulo.


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• AMBIEL, V. C.; Traslado dos remanescentes humanos da Imperatriz D. Maria Leopoldina para São Paulo. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Vol. CI, São Paulo, 2017, pp.137-144.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto; OLIVEIRA, F. V. N. Recuperação e estudos antropológicos e arqueológicos dos remanescentes humanos do Visconde de Porto Seguro. Martius-Staden-Jahrbuch, v.61, p.113 - 127, 2016.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto; OLIVEIRA, F. V. N. Rekuperation sowie anthropologische und archäologische Studien der menschlichen Überreste des Visconde de Porto Seguro. Martius-Staden-Jahrbuch, v.61, p.101 - , 2016.

• AMBIEL, V. C. A Missão Leopoldina: Primeira Expedição da Missão Científica ao Brasil No Século XIX. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, v.XCVIII, p.70 - 84, 2014.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto. O que pode ter matado D. Leopoldina In: Seminário Internacional do Museu Histórico Nacional, 2014: D. Leopoldina e Seu Tempo: Sociedade, Política, Ciência e Arte No Século XIX, 2016, Rio de Janeiro.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto. D. Leopoldina e Seu Tempo: Sociedade, Política, Ciência e Arte no Século XIX. Rio de Janeiro: Livros do Museu Histórico Nacional, 2016. p.200 - 213

• SECCO, Gustavo Rodrigues; BARBOSA, Mariana Martin; AMBIEL, V. C. 'Cuartel Tabatinguera: estudio de las técnicas constructivas paulistas In: I Congreso Internacional Hispanoamericano de Historia de la Construcción, 2015, Segovia. I Congreso Internacional Hispanoamericano de Historia de la Construcción. , 2015.

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• AMBIEL, V. C.; MUNIZ, V. D. Insígnias Honoríficas de D. Pedro IV. DH-Debater a História. Vila Nova de Gaia, p.34 - 39, 2015.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto. O que matou a Imperatriz Dona Leopoldina?. DH-Debater a História. Vila Nova de Gaia, p.10 - 23, 2015.

• AMBIEL, V. C. Os ossos do Imperador: Estudo da Família Real Brasileira., 2015.

• AMBIEL, V. C. Estudos de Arqueologia Forense Aplicados nos Primeiros Imperadores do Brasil, 2014.

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto A Redescoberta de Dom Pedro e Suas Esposas, 2013.

• AMBIEL, V. C. Estudos de Arqueologia Forense Aplicados aos Remanescentes Humanos dos Primeiros Imperadores do Brasil Depositados no Monumento à Independência,

• AMBIEL, V. C.; FONTES, Luiz Roberto; MUNIZ, V. D. História e Arqueologia do Primeiro Império: resgate da Família Imperial Brasileira, 2013.

• AMBIEL, V. C.; RIZZUTTO, M. A. Análises não destrutivas em objetos arqueológicos, 2011.

• AMBIEL, V. C.; Dias, M.H; LIMA, S. L. L. Etiqueta e Cultura na corte do Império do Brasil, 2008.


• Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/9156122790046943

• Dissertação de Mestrado: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/71/71131/tde-27032013-173516/publico/VALDIRENE_Dissertacao_Revisada.pdf

• Site oficial: www.valdireneambiel.com.br

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