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Denize Carneiro


Mulher multifacetada – professora, livreira, mãe, servidora pública, cidadã consciente, agora escritora, pode orgulhar-se desse inédito empreendimento literário, aqui apresentado. Na verdade, neste livro vigoroso e emocionante, a autora deixa no ar uma dúvida: FICÇÃO ou REALIDADE? Ou um pouco de cada?...

Site: www.denizeRcarneiro.com.br



APRESENTAÇÃO
Os personagens são atuais: bicheiros infiltrados nos poderes constituídos,
juízes idealizados e políticos corruptos. E, nesse mar de lama, o amor tentando
sobreviver.
Alice é uma mulher ingênua e idealista, vivendo amor platônico por um juiz
de esquerda, até se apaixonar por um contraventor do jogo do bicho numa
audiência inusitada em que atua como secretária de juiz. A paixão desencadeia um
desfecho que poderia ser o de um conto de fadas. Mas não é bem assim. Há mortes encomendadas, conchavos entre os poderes, acordos políticos escusos. Alice toma, então, uma decisão sofrida no alto do pedestal em que seu amor bandido a colocou.

Muitas mulheres irão se identificar com a heroína Alice. Como sufocar seus sonhos, seus desejos, suas fantasias e abrir mão dos seus sentimentos e paixões?


SINOPSE DE ‘ALICE NO PAÍS DO JUDICIÁRIO’

“Quando a raiva do marido dissipou-se e ele se retirou, ela escorregou pela parede até o chão, abraçou as pernas com os braços doloridos, enterrou a cabeça entre os joelhos. Chorou copiosamente. Abandonou-se à condição inenarrável de uma mulher após ser violentada. O corpo doía todo. Contudo o coração doía mais. A mão pesada que lhe desfechou golpes violentos não feriu tanto
quanto os pequeninos braços solidários dos filhos que a rodearam. A vergonha de apanhar na idade
adulta foi menor do que a piedade que sentiu nas lágrimas das suas crianças misturando-se às suas.
Abraços solidários de pequeninos que precisavam ser protegidos, e não proteger. Crianças indefesas.
Braços enlaçando a alma de mãe numa dor tão grande que seu coração pediu perdão pelo erro que
não cometera. Prometeu aos seus filhos naquele momento singular, silenciosamente, com o pranto
incontido, que nunca mais passariam por aquilo. Tinha que tomar uma atitude na vida para defendê-los
de cenas como essas. Ela era a mãe. Então, escutou uma pergunta que doeu ainda mais na alma:
– O que você fez, mamãe?”


 
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